Em que planeta vivemos? Um brasileiro que nasça hoje chegará à idade adulta em um mundo hostil e diferente, no qual restarão raros ursos-polares fora do zoológico e se poderá navegar pelas ruas do Recife, submersas pela elevação do nível do mar. Seus netos viverão num ambiente pestilento, com surtos de malária, dengue e febre amarela decorrentes do clima mais quente. Na mazônia, com temperaturas 8 graus mais altas que as atuais, a floresta se transformaria em cerrado e estaria sujeita a incêndios de dimensões bíblicas.
É esse o planeta que você quer? Enquanto milhões de pessoas se preocupam apenas em sobreviver no mundo capitalista, o mundo está se transformando em um futuro de incertezas. A superpopulação nunca esteve tão evidente. Países como a China são o exemplo mais claro dessa necessidade de controle de natalidade.
E qual é o seu grau de responsabilidade com o mundo? Por que não difundir a consciência coletiva e trabalhar para um mundo melhor? Lembre-se que ter um filho não é sinônimo de felicidade ou status quo social. Vamos pensar primeiro no planeta, e depois em nós mesmos.
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A única alteração em seu texto, é sobre eu não querer este futuro para meus filhos (que, não terei), mas, também não quero este futuro para MIM mesmo…
A maior dificuldade da humanidade em perceber o problema populacional é que este é sempre tratado como um assunto distante, coisa para o futuro, dentro de muitas gerações.
O planeta como conhecemos talvez tenha meras décadas de existência, talvez ainda menos, e, enquanto hoje pessoas se horrorizam quando você sugere que estas tenham MENOS filhos, talvez em um futuro próximo, estas mesmas pessoas considerem COMER um destes filhos para que os demais sobrevivam.